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O Brasil adicionará 4,4 GW de energia solar no primeiro trimestre de 2026, e a expansão anual poderá chegar a 13,4 GW.
O Brasil adicionou 4,4 GW de nova capacidade solar no primeiro trimestre de 2026, dando continuidade ao forte crescimento do país tanto no mercado de geração em escala de serviços públicos quanto no de geração distribuída (GD). Os projetos de grande escala para serviços públicos representaram 2,3 GW, enquanto a energia solar distribuída contribuiu com outros 2,2 GW. Se esse ritmo continuar ao longo do ano, o Brasil poderá alcançar novamente um crescimento anual de dois dígitos na energia solar.

Somente em março, o Brasil planejou conectar 25 novas usinas solares de grande porte, totalizando 1.109 MW. No entanto, apesar do bom início, a expectativa é de que o ritmo de novas conexões de grande escala à rede, apoiadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), diminua no final do ano.
Ao final do primeiro trimestre, o Brasil já havia adicionado 2.295 MW de capacidade solar em escala de utilidade pública, avançando firmemente em direção à meta nacional de 4.704 MW para 2026. Nos últimos anos, a maior parte do crescimento da energia solar no Brasil foi impulsionada por contratos no mercado livre de eletricidade. Este ano, no entanto, espera-se que cerca de um quarto da nova capacidade de geração de energia em escala comercial venha de contratos no mercado regulado, representando aproximadamente 1.087 MW.
O segmento de geração distribuída também manteve forte expansão. No Brasil, todos os sistemas fotovoltaicos com potência inferior a 5 MW são classificados como projetos de geração distribuída. Entre janeiro e março de 2026, o país adicionou 2.177 MW de capacidade solar distribuída em mais de 245.000 novos sistemas.O tamanho médio de cada instalação de pequena escala atingiu 8,8 kW.
Se as tendências atuais de instalação e conexão à rede continuarem até o final de 2026, o mercado de energia solar distribuída do Brasil poderá adicionar 8,7 GW este ano, enquanto a energia solar em escala de utilidade pública poderá contribuir com outros 4,7 GW. Isso elevaria a capacidade instalada do país a um total de 4,7 GW. A expansão anual total da energia solar deverá atingir cerca de 13,4 GW., superando ligeiramente as previsões anteriores da associação brasileira de energia solar ABSolar, que inicialmente projetava cerca de 10 GW de nova capacidade para o ano.
O setor de energia solar no Brasil tem apresentado um forte crescimento anual desde 2022, com adições anuais que frequentemente atingem 10 GW ou mais. Ao mesmo tempo, o mercado continua a enfrentar desafios, incluindo gargalos na conexão à rede tanto para projetos de geração distribuída quanto para projetos de grande escala, além da evolução das políticas regulatórias.
Nesse contexto, os participantes do setor estão cada vez mais focados em melhorar a eficiência do sistema, modernizar equipamentos, implantar sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e expandir a participação no mercado livre de eletricidade como estratégias-chave para sustentar o crescimento futuro.